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	<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 16:30:31 +0000</pubDate>
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		<title>A Origem e a Evolução da Narrativa como parte da História da Mídia - Parte 2</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 16:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Stateri</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>

		<category><![CDATA[escrita]]></category>

		<category><![CDATA[interpretação]]></category>

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		<description><![CDATA[O surgimento dos alfabetos
A teoria que defende a hipótese de que o alfabeto fonético é uma evolução linear das representações pictóricas é chamada de “evolucionária”. Além dos elementos apresentados anteriormente pontuando discordâncias quanto a esta vertente há mais uma consideração a ser feita que, de tão importante, não poderia ser ignorada:
A teoria evolucionária tem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O surgimento dos alfabetos</strong></p>
<p>A teoria que defende a hipótese de que o alfabeto fonético é uma evolução linear das representações pictóricas é chamada de “evolucionária”. Além dos elementos apresentados anteriormente pontuando discordâncias quanto a esta vertente há mais uma consideração a ser feita que, de tão importante, não poderia ser ignorada:</p>
<blockquote><p>A teoria evolucionária tem uma limitação: ela leva a subestimar a adequação dos demais sistemas de escrita, tais como a escrita logográfica da China e a escrita mista logográfico-silábica usada no Japão. (OLSON, 1997, p.84)</p>
<p><span id="more-130"></span></p></blockquote>
<p>A escrita oriental, cuja maior parte deriva da antiga escrita iconográfica ou pictórica, é um exemplo de que a necessidade de memorização e registro antecede a da construção textual como algo independente. Com toda sua complexidade, riqueza e minúcias a escrita pictórica ofereceu conceitos para se pensar a língua falada em regiões do oriente e em outras localidades, como no continente africano.</p>
<p>Ao passo que a escrita pictórica representava quase literalmente a informação que precisava ser armazenada, seu desdobramento potencial foi na forma poética como  passou-se a representar figuras de linguagem que não possuíam tradução imagética clara, tais como: amor, raiva ou felicidade. É possível ver essa poética ainda hoje, ao observarmos o alfabeto Kanji, de origem chinesa e utilizado no Japão: um ideograma que representa ‘árvore’, possui a forma semelhante à de uma árvore. Três destes ideogramas reunidos significam algo como ‘bosque’ ou ‘floresta’. Como então representar a palavra ‘livro’, surgida muito tempo depois da evolução e articulação do alfabeto imagético? Seguindo a lógica desta, surpreendentemente óbvia, forma de escrita, o ‘livro’ é representado pelo ideograma ‘árvore’ com um traço atravessando sua base. Uma árvore cortada. Afinal para se fazer um livro é preciso cortar uma árvore que servirá de substrato à feitura do suporte. No Japão durante muitos anos o equivalente ao livro eram rolos feitos de madeira ou bambu, formados por pequenas ripas alinhadas verticalmente. O significado, atualmente, mantém-se coerente, sendo que os livros continuam dependendo da madeira para existirem como objetos físicos.</p>
<p>O alfabeto romano é simplesmente funcional, embora de certo modo tenha derivado também de pictogramas abstraídos até serem obtidos os símbolos que hoje são tão conhecidos: a letra Aleph, de origem fenícia, representava imagéticamente a cabeça de um boi. De sua abstração surgiu a letra grega Alpha que hoje é conhecida em sua representação romana ou latina como a letra ‘a’. Essa abstração funcional deu origem à representação fonética das palavras neste alfabeto característico.</p>
<p>Ambos os alfabetos são maneiras de representação distintas que carregam em sua história o modo de agir e pensar de um povo, sua cultura. Porém ambos dividem um propósito: memorização. Das muitas outras formas de escrita existentes podemos dizer o mesmo.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<p>-          OLSON, David R. O Mundo no Papel: As implicações conceituais e cognitivas da leitura e da escrita. São Paulo: Editora Ática, 1997.</p>
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		<title>A Origem e a Evolução da Narrativa como parte da História da Mídia</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 22:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Stateri</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[linguagem]]></category>

		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto a seguir trata da primeira parte de um artigo que dividirei em seis trechos, cada qual tratando de um tópico relativo ao tema. O artigo completo foi apresentado durante o I Congresso de História da Mídia do Sudeste, dentro do Grupo Temático de Historiografia da Mídia. O Congresso foi realizado pela Universidade Presbiteriana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto a seguir trata da primeira parte de um artigo que dividirei em seis trechos, cada qual tratando de um tópico relativo ao tema. O artigo completo foi apresentado durante o I Congresso de História da Mídia do Sudeste, dentro do Grupo Temático de Historiografia da Mídia. O Congresso foi realizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie no primeiro semestre de 2010.</p>
<p>Ao final de todas as postagens, disponibilizarei o artigo completo para download.</p>
<p><strong>Resumo</strong></p>
<p>O texto intitulado “A Origem e a Evolução da Narrativa como parte da História da Mídia”, desenvolvido pela mestre em Educação, Arte e História da Cultura, Julia Stateri, traz uma reflexão adequada ao GT de Historiografia da Mídia. Referenciando-se na história da construção da linguagem oral e escrita, a autora traça um paralelo entre o narrar trazido desde seu primeiro momento até a narrativa transposta nas mídias atuais do radio, televisão e dos videogames. Este narrar, que surge da necessidade de transmissão da memória individual e coletiva, passa por transformações tanto decorrentes da alteração do código no qual se apresenta, quando pelo momento histórico no qual se desdobra. Com essas alterações, modificam-se também as expectativas do autor, do leitor, e do ser que narra como individuo subjetivo.</p>
<p><span id="more-125"></span></p>
<p><strong>A origem da Narrativa</strong></p>
<p>Pode-se dizer que o ato de contar e recontar histórias remonta aos primórdios da organização social. É possível que antes mesmo de ser capaz de articular sons em uma antecessão da comunicação verbo-oral, o ser humano ancestral partilhasse com os seus uma sensação de pertencimento. Fosse para agradar aos deuses ou para recontar acontecimentos cotidianos, este ser passou a expressar, principalmente através de desenhos, sua história. Se desejada a boa caça ou bons auspícios, era feito um desenho, se um fato era memorável a ponto de ser recontado futuramente, este era retratado.</p>
<p>Estivessem ali os desenhos para quem quisesse vê-los, qual seria a maneira correta de interpretá-los? Com o primeiro código surgiram também os primeiros intérpretes. Assumindo o papel de um narrador, o intérprete decifraria os códigos visuais ou, contando com sua própria memória e os limites por ela apresentados, recontaria fielmente os fatos, reproduziria as lendas e seus significados para os ouvintes/espectadores. Todavia, como já era de se esperar, essa fidelidade nem sempre era respeitada. Pois se o ser humano destacou-se dos demais seres por sua capacidade criativa e articulatória, também se destacou como o único ser na face da Terra capaz de mentir deliberadamente, seja em benefício próprio ou de ideais coletivos.</p>
<p>A capacidade de armazenamento de dados possibilitada pelas primeiras formas de escrita permitiu a amplificação e aprofundamento do articular. Foi graças a esse método de registro que a linguagem evoluiu, ganhando complexidade e diversidade. Tais aprimoramentos exigiram assim uma atualização do código de registro, pois quanto mais termos e determinantes surgiam, mais se faziam necessários símbolos que os representassem. Somente quando se passou a armazenar informações foi possível fazer aprimoramentos tanto organizacionais quanto culturais, tendo em vista que a recordação do passado tornava não só possível evitar a repetição de erros no futuro como substituía uma série de procedimentos baseados na experimentação por metodologias previamente testadas.</p>
<p>Tornaram-se desnecessárias, por exemplo, as inumeráveis tentativas de se fazer fogo, visto que agora era sabido que ele não surgia magicamente, mas graças a um processo que deveria ser repetido corretamente. É óbvio que esse fato traria consequências tanto positivas quanto negativas. Se por um lado vidas eram salvas ao se evitar comportamentos perigosos (como comer determinadas ervas ou raízes tidos como venenosos), por outro condicionamentos dogmáticos impediam a experimentação e a descoberta. De toda sorte, a evolução do código de armazenamento assim chamado de ‘escrita’, não apenas resultou do modo de pensar, como o modificou e concedeu a ele uma expansão que simplesmente transformou o destino da humanidade.</p>
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		<title>A evolução computacional e seus influenciadores</title>
		<link>http://e-storias.org/?p=122</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 11:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Franco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A computação é uma área incrível. Ela faz uso, não só da própria literatura, mas também utiliza praticamente todas as outras áreas do conhecimento para evoluir. A área multidisciplinar da Inteligência Artificial é um exemplo disso. Esta área sofre influência não só das ciências exatas mas também de áreas como filosofia, biologia, sociologia e tantas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A computação é uma área incrível. Ela faz uso, não só da própria literatura, mas também utiliza praticamente todas as outras áreas do conhecimento para evoluir. A área multidisciplinar da Inteligência Artificial é um exemplo disso. Esta área sofre influência não só das ciências exatas mas também de áreas como filosofia, biologia, sociologia e tantas outras.</p>
<p>Algumas discussões como &#8220;O computador pensa?&#8221; saem da filosofia, mergulham profundamente na computação, matemática e lógica, gerando pesquisas que acabam definindo o poder computacional. Uma destas discussões levou a uma teoria - <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tese_de_Church-Turing">Tese de Church-Turing</a> - provando que há problemas que um computador, como é visto hoje, nem em um milhão de anos conseguirá resolver, mesmo que tenha um poder computacional incrível e memória ilimitada.<br />
<span id="more-122"></span></p>
<p>Para se convencer que a computação evolui a partir de outras áreas, incluindo a música, literatura ou qualquer outra, olhe para a matemática. Conseguimos encarar a matemática como uma ferramenta para os mais diversos tipos de problemas, incluindo aqueles do dia-a-dia. Até alguns comportamentos da natureza que parecem desordenados podem ser modelados pela matemática - estudo de fractais - notamos que na verdade há uma nova ordem onde existiria o aparente caos.</p>
<p>Podemos encarar a computação como uma extensão da matemática.  A computação é somente mais uma ferramenta da ciência, obviamente para computar dados. Dê o problema à computação (e aos cientistas que trabalham com computação) e esta tentará resolvê-lo e com isso evoluirá.</p>
<p>A literatura, como dito, é uma das muitas áreas que influencia esta evolução. A exemplo do autor Isaac Asimov, são definidos parâmetros que influenciam a pesquisa da Inteligência Artificial atualmente. Quando os robôs acumularem diversas funções, proteger o ser humano será uma delas. Portanto as leis robóticas do autor são imprescindíveis:</p>
<blockquote><p>1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.<br />
2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.<br />
3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.</p></blockquote>
<p>Hoje em dia tais leis não estão sendo levadas em conta no desenvolvimento de robôs especialistas, pois estes apenas realizam funções repetitivas e puramente mecânicas. Sendo assim, sua Inteligência Artificial não possui profundidade. A comunidade acadêmica está voltada quase que exclusivamente a IA Fraca, ou seja, máquinas de funções específicas. A IA Forte, que caracteriza-se por máquinas que imitam o comportamento humano, parece habitar mais as telas de cinema do que os laboratórios de pesquisa.</p>
<p>A pesquisa com redes neurais em Inteligencia Artificial já se beneficiou de estudos do comportamento do cérebro humano desenvolvidos por pesquisadores das áreas da medicina, biologia, psicologia e correlatas. O estudo de agentes inteligentes que aprendem por meio de interações com o ambiente também já fez uso da conhecimento sobre o comportamento de colonia de insetos, tais como as formigas. Existem alguns exemplos da utilização do conhecimento sobre outras áreas para o avanço da computação. É curioso ver que até filmes de ficção científica inspiram os cientistas a pesquisar novos assuntos dentro da computação.</p>
<p>Portanto um cientista, principalmente um que realize pesquisas em computação, tem muito a agregar quando é multidisciplinar. Tanto quanto a literatura ficcional tem a agregar ao imaginário e às aspirações destes e de cientistas de diversas áreas.</p>
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		<title>A herança asimoviana da música</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 22:20:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Stateri</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A literatura ficcional e os cenários criados por seus autores vem inspirando compositores ao longo dos tempos. Alguns exemplos destas expressões podem ser encontrados nas obras de Wilhelm Richard Wagner (1813-1883), compositor alemão que dedicou praticamente o total de sua obra à exploração do folclore e misticismo presente nas lendas nórdicas. De modo algum, entretanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A literatura ficcional e os cenários criados por seus autores vem inspirando compositores ao longo dos tempos. Alguns exemplos destas expressões podem ser encontrados nas obras de Wilhelm Richard Wagner (1813-1883), compositor alemão que dedicou praticamente o total de sua obra à exploração do folclore e misticismo presente nas lendas nórdicas. De modo algum, entretanto, Wagner poderia ser considerado desacompanhado nesta empreitada: Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847), já aos 17 anos de idade, baseia-se no mundo ilusório e onírico proposto por William Shakespeare (1564-1616) para compor “Sonho de uma noite de verão”, mantendo o título da obra de sua inspiração.</p>
<p>Poderíamos continuar com extensas citações, passando pelo escritor Ernst Theodor Amadeus Hoffman (1772-1822), cujas obras literárias influenciaram grandes nomes da música e alimentaram seu imaginário criativo, servindo de enredo para conhecidas óperas: <em>Tannhauser</em> de Wagner,<em> Brautwahl</em> de Busoni, <em>Cardillac </em>de Hindemith, dentre outras.</p>
<p><span id="more-114"></span><br />
Fatalmente chegaríamos à poesia concreta e à composição contemporânea de John Milton Cage (1912-1992), cujo desenvolver dos meios caminhou lado a lado numa evolução co-dependente.</p>
<p>Neste entremeio, Isaac Asimov (1920-1992) ou mais especificamente sua obra, vem influenciando compositores e grupos experimentais até a atualidade. Talvez por tratar, já em 1950, de temas voltados à tecnologia e ao respeito da individualidade dos seres. Através do distanciamento da ficção, Asimov conseguiu o que poucos e bons autores conseguem: tornar-se atemporal.</p>
<p>Um exemplo de sua influência pode ser encontrado na obra do grupo alemão <em>Kraftwerk </em>que em 1970 preconizava um ritmo que viria a despontar na atual música eletrônica. O <em>Kraftwerk</em> expressa a visão asimoviana do robô como escravo, como criatura que existe unicamente para servir aos seus senhores. No desenrolar de sua trajetória, apresenta indícios (também asimovianos) de um robô que se compreende como ser senciente e, tomando esta consciência de si e do mundo que o cerca, anseia por sua liberdade.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/XtPAMlpfdEA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/XtPAMlpfdEA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
<br />
O trabalho do grupo <em>Kraftwerk</em> é crítico e embora possa nos parecer ingênuo consegue, como o de Asimov, transcender as barreiras temporais para falar de materialismo, superficialidade nos relacionamentos pessoais e criticar o comportamento padronizado.</p>
<p>Bebendo da mesma fonte temos na atualidade a dupla norueguesa <em>Röyksopp</em>, que incorpora elementos da mídia cinematográfica e dos videogames em sua obra.</p>
<p>Em se tratando da influência asimoviana, o trabalho mais pontual da dupla <a title="The Girl &amp; The Robot" href="http://www.youtube.com/watch?v=SfckrfOYAy4" target="_blank">conta com a participação da cantora Robyn interpretando uma mulher que se encontra envolvida emocionalmente pelo seu objeto de desejo: um robô. </a>Aqui ocorre a inversão de papeis discutida em diversas obras de Asimov, pois o robô deixa de ser objeto e escravo para se tornar senhor dos sentimentos de um ser humano. No caso da obra de <em>Röyksopp</em> e Robyn, tal inversão é altamente danosa, pois o robô encontra-se em seu estado pleno e invulnerável, totalmente alheio a qualquer expressão sentimental ou emocional.</p>
<p>De certo modo essa expressão futurista conversa com a realidade atual, na qual seres humanos apegam-se facilmente a objetos de desejo e chegam e defende-los com mais afinco do que aos direitos de seus iguais.</p>
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		<title>Poesia Eletrônica: negociações com os processos digitais</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 23:17:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Stateri</dc:creator>
		
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O doutor em Comunicação e Semiótica, especialista em Literatura pela PUC de São Paulo, Jorge Luiz Antonio lançou recentemente o fruto de 5 anos de seu trabalho: o livro e CD-Rom “Poesia Eletrônica: negociações com os processos digitais”.
Nesta entrevista, Dr. Jorge Luiz dispõe de seu tempo precioso para responder à algumas questões levantadas pela coordenadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } --></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img title="Dr. Jorge Luiz por Bruna La Serra" src="http://e-storias.org/images/jla.jpg" alt="Dr. Jorge Luiz por Bruna La Serra" width="480" height="291" /><p class="wp-caption-text">Dr. Jorge Luiz por Bruna La Serra</p></div>
<p>O doutor em Comunicação e Semiótica, especialista em Literatura pela PUC de São Paulo, Jorge Luiz Antonio lançou recentemente o fruto de 5 anos de seu trabalho: o livro e CD-Rom “Poesia Eletrônica: negociações com os processos digitais”.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Nesta entrevista, Dr. Jorge Luiz dispõe de seu tempo precioso para responder à algumas questões levantadas pela coordenadora do grupo e-Storias. Mostrando simpatia e o espirito colaborativo que apenas os verdadeiros pesquisadores possuem, Dr. Jorge Luiz oferece informações valiosas para os pesquisadores das áreas de tecnologia, poesia e processos de comunicação mediados digitalmente.</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { color: #0000ff } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span id="more-102"></span><strong>Julia Stateri</strong> - Jorge, tenho em minhas mãos o resultado de sua pesquisa sobre poesia e tecnologia, o livro e o CD-Rom Poesia Eletrônica: negociações com os processos digitais. Em primeiro lugar, meus parabéns pela qualidade do material e pela variedade de conteúdo apresentada. Gostaria de saber o que moveu o seu trabalho com relação ao estudo da Poesia Eletrônica. Será que você poderia relatar brevemente como surgiu a idéia para sua obra?</p>
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>Jorge Luiz Antonio</strong> - Agradeço-lhe, em primeiro lugar, a gentileza de me conceder um espaço, melhor dizendo, um ciberespaço em e-Storias.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Vou comentar e responder em um único parágrafo, sempre que possível, cada uma das suas afirmações e perguntas. Assim, o ciberleitor poderá apreciar melhor nossa troca de ideias.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Quero lhe informar que na segunda edição, que será bilíngue (português/inglês), o Poesia eletrônica será uma brochura e um DVD.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">A variedade do conteúdo dificultou uma unidade lógica de abordagem e levou muito tempo, desde a tese de doutorado de 2005 (<a href="http://arteonline.arq.br/museu/interviews/Rogel%20Samuel%20e%20JlA%20A%20Poesia%20Digital.pdf" target="_blank">vide entrevista concedida a Rogel Samuel</a>) até a versão revisada, atualizada e ampliada de 2008, para eu poder considerá-lo adequado para uma publicação. Depois de resolvida essa questão pessoal (dar o livro por concluído para publicá-lo), tive que fazer a atualização da melhor forma possível, para que se adaptasse a uma forma impressa e a uma forma digital, procurando sempre que a passagem de um para outro meio fosse a mais espontânea possível.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">As relações entre arte, poesia e ciência sempre fizeram parte dos meus estudos e das poucas criações que fiz. Sou formado em Biologia, antes do curso de Letras. Desde os tempos de adolescente, fazia poesias com temas científicos. Muito tempo depois, saiu Ciência, arte e metáfora na poesia de Augusto dos Anjos e Cores, forma, luz, movimento: a poesia de Cesário Verde. Para ter uma ideia panorâmica desse livro, <a href="http://www.cruzeirodosul.inf.br/acervo/2003/04/20/20030420-mais_cruzeiro-348182.shtml" target="_blank">indico a entrevista concedida a Djalma Luiz Benette</a>.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">O estudo da poesia eletrônica, em especial, foi motivado e inspirado pelo Curso de Infopoesia e Poesia Sonora, ministrado pelo poeta experimental português E. M. de Melo e Castro em 1997. O curso e a personalidade entusiasta, criativa e bondosa do mestre e amigo, me motivaram a buscar um estudo contemporâneo. Em 1996, eu tinha assistido uma palestra sobre Poesia Experimental Portuguesa e ficara encantado com as informações.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Algum tempo depois, estava ainda no mestrado e, ao preparar um texto sobre a infopoesia de Melo e Castro, optei por estudar poesia eletrônica no doutorado, para o qual me candidatei.</p>
</blockquote>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { color: #0000ff } --></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 397px"><img title="Poesia Eletrônica" src="http://www.e-storias.org/images/pecapa.jpg" alt="Poesia Eletrônica" width="387" height="305" /><p class="wp-caption-text">Poesia Eletrônica</p></div>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JS - </strong>No seu trabalho você menciona a relação entre o poeta e a tecnologia. É sabido que a evolução tecnológica vem mudando a maneira como os leitores e apreciadores das mais diversas formas literárias se relacionam com suas obras de interesse. O processo criativo do escritor e do poeta também parece mudar com essa evolução. O que você tem observado através de seus estudos?</p>
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JLA</strong> – O processo criativo do escritor e do poeta consiste na negociação semiótica com as novas tecnologias, dentre elas, as computacionais. Eu prefiro o termo “negociação”, ao invés de “influência”, “impacto”, “tecnopólio” (Neil Postman), etc.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Abraham Moles (1920-1992), em Arte e computador, cuja primeira edição é de 1971, afirmou o seguinte:</p>
<p class="western" style="margin-left: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">A criação artística introduz no nosso ambiente circundante formas que dantes não existiam. Formas sonoras, formas visuais, formas literárias, formas de movimento, e todos estes aspectos recobrem uma mesma realidade. Gratuidade, criatividade, vontade de subversão dos estilos são as características principais da arte contemporânea.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Durante as minhas pesquisas, pude observar que essa mudança vem ocorrendo lentamente e se faz em três momentos ou etapas, não necessariamente sequenciais, nem sempre em ordem cronológica e não obrigatoriamente pelos mesmos poetas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">O primeiro momento é quando os neologismos e conceitos tecnológicos são assimilados pelo poeta para uso pessoal, social e profissional e, depois, se tornam temática das poesias.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Uma outra fase, ou segundo momento, não necessariamente posterior, do ponto de vista cronológico, compreende a partilha de procedimentos da tecnologia e da ciência que passam a ser imitados ou aproveitados para o fazer poético.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Esses dois primeiros momentos não podem ser denominados de poesia eletrônica, no sentido que foi conceituado no livro cd-rom. É por isso que dediquei o segundo capítulo - Poesia, arte, ciência e tecnologia - a um panorama histórico desde a Grécia Antiga à atualidade.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Num terceiro momento ocorre a intervenção do poeta na tecnologia, transformando as linguagens poéticas, artísticas e tecnológicas. Agora podemos denominar de poesia eletrônica ou digital.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><a href="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2009/ju440_pag05.php#" target="_blank">O livro e a entrevista a Alvaro Luiz Kassab, do Jornal da Unicamp, apresentam exemplos dessas três fases</a>.</p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JS - </strong>No que se trata do computador e da questão da autoria, entramos em discussões bastante profundas e atribuladas. Algumas destas discussões levantam também o debate acerca da definição de arte. Na sua opinião, partindo do meio eletrônico, o objeto torna-se passível à perda da categoria de arte e o seu criador da categoria de autor e artista?</p>
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<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JLA</strong> – Tenho conhecimento das questões ligadas ao computador e à autoria, mas não foi esse o enfoque das minhas pesquisas. Mesmo assim, penso nelas com certa frequência, pois esse assunto vem sendo estudado bastante, e constantemente me perguntam sobre o assunto.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">A questão da autoria é tratada de diferentes modos na história da cultura: existe de forma coletiva até a Idade Média e passa a ser individual a partir do Renascimento.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Dizer que esta obra é de determinado autor (seja ele uma pessoa ou uma equipe multidisciplinar) implica em afirmar que essa determinada pessoa, num determinado momento histórico e cultural, com base na cultura recebida dos seus antepassados, por intermédio da família, da escola e da sociedade, estabeleceu algumas relações especiais, originais, características, e, de acordo com as regras sociais ou convenções, as assumiu como suas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">A sociedade tecnológica contemporânea está procurando questionar essa autoria, assumindo que um artista ou poeta digital, por exemplo, nada mais fez do que o programa lhe permitiu. Nessa linha de pensamento, também poderíamos entender que artistas e poetas de séculos anteriores fizeram algo semelhante, ou seja, não avançaram mais do que os &#8220;programas&#8221; e tecnologias do seu tempo permitiram.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">A questão do gênio individual, ou demiurgo, está vinculado ao período romântico, mas me parece que, por menor que pareça, qualquer interferência poderia ser considerada como autoria.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Se considerarmos que herdamos uma cultura de nossos antepassados, que seguimos determinados mestres, que escolhemos este ou aquele estudioso como nosso modelo, parece não haver autoria individual, mas sim coletiva. Ficaria, então, mais adequado pensar nas relações que determinado poeta faz a partir do que assimilou e, assim, pensaríamos em parceria.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">A arte no meio eletrônico continua a ser arte, acrescida agora de seu elemento tecnológico. A poesia eletrônica também pode ser vista nesse enfoque, como uma tecno-arte-poesia. Autor, poeta, artista, programador, máquinas e programas continuam existindo, mesmo que sejam coletivos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Em Cibercultura, Pierre Lévy afirma:</p>
<p class="western" style="margin-left: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">O engenheiro de mundos surge, então, como o grande artista do século XXI. Ele provê as virtualidades, arquiteta os espaços de comunicação, organiza os equipamentos coletivos da cognição e da memória, estrutura a interação sensório-motora com o universo dos dados.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Trinta anos antes dele (a primeira edição francesa do livro é de 1997), E. M. de Melo e Castro fala que um novo renascimento,</p>
<p class="western" style="margin-left: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">nova forma de cultura humanizante de tipo clássico se torna necessária, onde as duas faces da actividade criadora do homem, a cientifica e a artística, se possam reencontrar e até sintetizar. Essa nova cultura sintética, clássica, será de princípio tão incompreensível e inadmissível tanto para os literatos como para os técnicos.</p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JS - </strong>Para o grupo e-Storias, interessa discutir e relacionar temas ligados às narrativas digitais. A narrativa possui sua vertente poética, portanto nossos campos convenientemente se cruzam. Nas suas pesquisas você dedica uma parte de seus esforços à compreensão das narrativas eletrônicas poéticas? Relate.</p>
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<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JLA</strong> – Eu gosto muito da prosa de ficção (romance, novela e conto) do meio impresso e também tenho um grande e igual apreço pelas narrativas digitais. Não pude estudar o assunto com a intensidade que gostaria, por isso meu livro cd-rom não trata das narrativas digitais diretamente, mas há exemplos que podem ser considerados como “narrativas eletrônicas poéticas”, ou “prosas poéticas digitais”.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Minha primeira lembrança para exemplificar é a obra de Joel Weishaus, dos EUA, que gentilmente editou todo os textos em inglês no meu livro cd-rom. Trata-se de &#8220;<a href="http://web.pdx.edu/~pdx00282/Ghosts/text.htm" target="_blank">Haunting the Prehistoric</a>&#8220;, em que até o motivo da criação é narrativo. A prosa experimental desse autor apresenta uma hipertextualidade que traz relações com o tempo e o espaço e, portanto, apresenta uma narratividade. Ele a denomina de &#8220;arte literária digital&#8221;.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Há inúmeros casos de uma estrutura narrativa que aparece em textos poéticos, sem nenhuma incursão pelos meios digitais, como, por exemplo, &#8220;Poema tirado de uma notícia de jornal&#8221;, de Manuel Bandeira.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Na antologia de poesias do livro cd-rom, eu poderia citar: <a href="http://tracearchive.ntu.ac.uk/studio/radams/post/postinfo.html" target="_blank">&#8220;Imaginary Post Office&#8221;</a>, de Randy Adams, que oferece uma interação do ciberleitor para compor envelopes, carimbos e cartões postais; as &#8220;Tiras&#8221;, de Roland de Azeredo Campos, que trabalha com textos narrativos diversos; &#8220;Buraco de minhoca&#8221;, de Ricardo Corona e Maxx Figueiredo, cujos diálogos apresentam elementos poéticos, com imagens que dialogam com a estrutura das histórias em quadrinhos; <a href="www.thegatesofparadise.com" target="_blank">&#8220;The Gates of Paradise&#8221;</a>, de David Daniels, que contém pequenas narrativas em texto com formato visual e digital poéticos; &#8220;Poema por conjuntos&#8221;, de Roberto Cignoni, que é uma narrativa com fórmulas matemáticas, mas numa estrutura poética; e assim por diante.</p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JS - </strong>É bastante interessante sua menção à questão da poesia interativa e cooperativa. Atualmente existem ferramentas de mediação social online que permitem uma maior flexibilidade na criação colaborativa, porém, novamente, entram em questão termos que parecem fazer parte de um passado cada vez mais distante: &#8220;autoria&#8221;, &#8220;interatividade&#8221; e &#8220;linearidade&#8221; são alguns dos termos utilizados ou mal utilizados até a exaustão. Gostaria que você comentasse sobre estes e outros termos ou conceitos tão frequentemente mencionados e ao mesmo tempo tão pouco compreendidos.</p>
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<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JLA</strong> – Essa é uma das boas questões que você cuidadosamente apresentou.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">A perspectiva do meu estudo foi histórica e panorâmica. Foi o que pude fazer na primeira fase das pesquisas, portanto, me pareceu mais adequado olhar essas questões - autoria, linearidade, não linearidade, interatividade, etc. - nos momentos em que surgiram e que, em muitos casos, foram pouco explorados pelos poetas nesse momento. Devemos nos lembrar que foi feito aquilo que a tecnologia e a criatividade do momento permitiram realizar.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">As ferramentas atuais de mediação social online, que permitem uma maior flexibilidade na criação colaborativa, como você disse, merecem outro enfoque, de acordo com o predomínio da tecnologia ou da criação artística: mais tecnológico e menos artístico (criativo), mais artístico e menos tecnológico, ou equilibrado.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Vamos exemplificar: &#8220;Universal Verse / Verso Universal&#8221;, de Philadelpho Menezes (1960-2000), de 1995, foi um sítio no qual os poetas, dos mais diferentes países poderiam escrever pequenos poemas, portanto, mais poético do que tecnológico.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">&#8220;<a href="www.cla.umn.edu/joglars/text_TOWER/index.php" target="_blank">text_TOWER</a>&#8220;, de miEKAL aND (EUA), de 2001, equilibra criação artística e poética e tecnologia.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">&#8220;<a href="www.longestpoemintheworld.com/what-is-this/" target="_blank">The Longest Poem in the World</a>&#8220;, de 2009, criado pelo webdeveloper Andrei Gheorghe (Romênia), é mais tecnológico do que criativo, pois produz textos automáticos, sem praticamente nenhum critério estético.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Podemos estender e relativizar o conceito de autoria para co-autorias com finalidades estéticas, colocando uma lista de créditos, como ocorre nos filmes e em algumas obras, como o livro CD DVD Nome (1993), de Arnaldo Antunes, Célia Catunda, Kiko Mistrorigo e Zaba Moreau; ou o livro CD Cadê (1998), de Luís Turiba.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">A interatividade ocorria antes dos meios digitais e apresentou acréscimos positivos e negativos com as tecnologias digitais, e isso depende do uso que se faz dela. Podemos promover a interação de artistas e produzir obras coletivas, colaborativas entre um determinado grupo, ou simplesmente usarmos interatividade para um grupo cuja preocupação é interagir por interagir, ou para finalidades predominantemente comunicacionais.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Linearidade e não linearidade também dependem dos usos que fazemos. Elas existiam antes dos meios digitais. A linearidade permite um encadeamento lógico de informações e isso pode ter finalidades didáticas, informativas, comunicações. Se se pretende produzir plurissignificação, a não linearidade pode oferecer novos caminhos.</p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JS – </strong>Muito obrigada pela sua atenção e contribuição ao nosso grupo, Dr. Jorge Luiz. Para quem quiser entrar em contato com você ou comprar um exemplar do seu trabalho mais recente, como se deve proceder?</p>
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<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>JLA</strong> - Eu é que agradeço a oportunidade de uma troca de ideias.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Ainda tenho alguns exemplares do livro CD-Rom. Quem estiver interessado pode entrar em contato pelo e-mail jlantonio(a)uol.com.br.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Mas o contato para o início de uma troca de ideias também será bem-vindo.</p>
</blockquote>
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