A mídia offline está morta?

Posted by Julia Stateri On June - 29 - 2009

Segundo a reportagem de Matt Asay pelo “The Open Road” da Cnet News, o atual CEO da Microsoft, Steve Ballmer, declarou de maneira provocativa que em 10 anos toda a mídia será online.

Durante o Festival de Propaganda de Cannes, na França, Ballmer teria feito algumas especulações quase proféticas quando afirmou que dentro deste período de tempo não haverá mais jornais, revistas ou programas de televisão. Para Ballmer, não existirão meios de comunicação pessoais e sociais offline.

Quando questionado sobre o futuro do Windows, Ballmer não entrou em detalhes, apenas mencionando a possibilidade do Windows se tornar mais um sistema baseado em assinaturas, como alguns programas existentes e que a cada dia se movimentam no mercado passando do lado dos produtos para o dos serviços (para mais informações sobre “subscription-based cloud computing”, clique aqui).

Ver nos softwares uma possibilidade de migração para serviços é uma idéia anterior à Web 2.0. Em alguns países este sistema foi adotado tanto para softwares utilitários quanto para os voltados ao entretenimento, como é o caso dos jogos, combatendo de maneira mais enfática a questão da pirataria.

Enquanto para os jogos online e MUDs (Multi User Domains) as possibilidades lucrativas se limitam apenas pelas idéias de adicionais e especialidades a serem vendidas aos utilizadores, Ballmer parece ainda não ter compreendido muito bem como fazer dinheiro com um sistema baseado em serviços online.

Para uma empresa, como a Microsoft, que esteve envolvida com faturamentos fundamentados em preços sólidos durante toda sua existência, a mudança para serviços personalizados com faturamentos variáveis de acordo com as opções de seus clientes (e não mais consumidores apenas) promete ser dolorosa.

Todavia, tanto para os usuários quanto para as possibilidades de novas opções a serem lançadas prometem movimentar o mercado de maneira positiva. Não haverá sentido em possuir um sistema que não seja integrado às possibilidades online que ele propiciará, o que deve diminuir em muito a ação de pirateadores e crackers.

Com as mudanças na propagação de informação, nossos hábitos também serão alterados e a maneira como transmitiremos conhecimento também passará por uma evolução. Mas será mesmo que em meros 10 anos serão destruídos séculos de literatura linear? Ou será que o meio se modificará novamente, mantendo o mesmo teor do conteúdo de sempre?

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Fundado no segundo semestre de 2008, o Grupo de Pesquisa em Narrativas Digitais e-Storias, é a expressão do desejo de compreender as narrativas criadas no ou transpostas para o ambiente digital.

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